A cidade nunca foi apenas um cen rio.
Ela pulsa, repete, insiste.
Entre ruas movimentadas, sil ncios apressados e encontros que passam despercebidos, algo se inscreve - n o apenas no espa o, mas nos sujeitos que o atravessam.
Em O Psicanalista e a Cidade, a paisagem urbana deslocada de sua apar ncia concreta e passa a ser escutada como linguagem.
Uma linguagem marcada por tens es, aus ncias, repeti es e traumas que n o se limitam ao indiv duo, mas se distribuem no coletivo.
Ao acompanhar o olhar de um psicanalista errante, o leitor conduzido por cenas cotidianas que revelam aquilo que geralmente permanece oculto:
o que retorna,
o que insiste,
o que n o foi elaborado.
Sem recorrer a respostas fechadas, a obra prop e uma travessia.
Um convite escuta - da cidade, do outro e de si mesmo.
Porque, no fim, talvez a cidade n o seja apenas o lugar onde vivemos.
Mas algo que nos habita.