Este escrito prop e levar a Roma, ao Papa, aos bispos, aos padres e n o a mim que escrevo com zelo e erudi o este tratado de apolog tica cat lica de fei o resoluta tradicionalista para que n o haja desvio de entendimento ao nico caminho.
Para tanto usarei de minha educa o acad mica e vasta leitura a trazer o melhor poss vel em prosa densa e academicista a refletir a nfase triviarista em gram tica, ret rica e l gica sobre a escrita que se prop e a ser rica nos temas centrais e extens o de seus per odos.
Apesar de sua erudi o interna, a obra rigorosamente end gena, se prop e a constituir uma poderosa afirma o de f para cat licos tradicionalistas que buscam confirma o por argumenta o embasada teoricamente. Para estes, a honestidade brutal do autor uma virtude e, n o obstante, esta proposta n o fomenta a disc rdia, serve contempla o, admira o das belezas da f .
O conte do revela-se profundamente inadequado para n o cat licos, que se perceber o invariavelmente submetidos a uma ret rica que os humilha pelo "choque entre o engano e a realidade" por usar formato de ensaio acad mico oportunamente, o que a torna distante de uma obra de fechamento r pido de ideias para leigos ou cat licos que visam apenas confirmar a f .
Cat licos de tend ncia ecum nica ou liberal, por sua vez, possivelmente recha ar o a linguagem inflamat ria necess ria, se escandalizar o com a rejei o expl cita a qualquer forma de di logo inter-religioso.
A densidade e a poda catequista s o, no m nimo, repelentes, ao leitor em busca de uma introdu o acolhedora f crist , pois, ao autor, n o conv m elencar sobre a f para as pessoas de interpreta o livre, as de tend ncia her tica, as apedeutas incapazes de reconhecer o inef vel, as que buscam confirma o de si no texto sagrado. consider vel inclusive estados de ignor ncia incur vel aos fen menos da f ligados a apedeutismo.
Para pessoas cat licas desejosas por comtemplar, de forma introdut ria, as verdades da f , este um monumento de convic o e erudi o confinado aos limites do catolicismo. De natureza intransigente, suscita devo o nos que compartilham de suas premissas e pode, no entanto, provocar rejei o veemente em todos os demais, como os que n o possuem costume de leitura densa, o que o torna praticamente inacess vel a quem n o perten a ao nicho do catolicismo mais tradicionalista e mais erudito.
O tom da obra , contudo, seu tra o mais distintivo. Longe de uma exposi o meramente doutrin ria, o discurso assume uma postura combativa e frequentemente definidora da realidade dos opositores que s o definidos com verdade, e, n o obstante, miseric rdia e amor de benevol ncia. De forma indefin vel, considera a miseric rdia de Deus sobre os alvos de suas cr ticas e n o condena es.
A estrutura argumentativa percorre vasto arco hist rico-teol gico, desde o paganismo hel dico at a modernidade, passando pela economia do Antigo Testamento, a vida de Cristo, o estabelecimento da Igreja e sua trajet ria medieval at os desafios contempor neos, o que visa demonstrar a a o providencial de Deus na hist ria, culminando na Igreja como "pilar e fundamento da verdade". Tudo leva a Roma, a eterna terra dos m rtires e dos santos.