O Alarme Falso: Entendendo o que aconteceu A Tempestade Perfeita: A primeira crise de p nico e o choque. A sua vida estava a correr normalmente, ou pelo menos parecia. Pode ter sido a apanhar o metro, a ver um filme no cinema, ou at mesmo a acordar no meio da noite. E ent o, sem aviso, uma onda de sensa es avassaladoras varreu o seu corpo. O cora o come ou a bater t o forte que parecia querer saltar do peito. Uma falta de ar desesperadora, a sensa o de que n o conseguia inspirar o suficiente, ou que o ar que entrava n o era o "certo". As pernas e os bra os ficaram fracos, a cabe a tonta. O suor frio, a tremedeira incontrol vel. Em segundos, o seu mundo virou de cabe a para baixo. Este o momento em que a vida, tal como a conhecia, interrompida por uma experi ncia de terror puro. Esta primeira crise de p nico como uma tempestade perfeita: uma converg ncia de sensa es f sicas e pensamentos aterrorizantes que se alimentam mutuamente, culminando numa experi ncia de medo indescrit vel. O choque t o profundo porque o seu corpo, a sua base de seguran a, de repente, tornou-se um territ rio hostil. O Mist rio dos Sintomas: Desvendando as sensa es f sicas (palpita es, falta de ar, tontura) e o que elas significam. Os sintomas de uma crise de p nico n o s o um mist rio para a ci ncia; s o, na verdade, a resposta de "luta ou fuga" em pleno vapor. A acelera o do cora o e as palpita es n o s o um sinal de um ataque card aco. o seu corpo a bombear sangue para os seus m sculos para que possa fugir de um perigo percebido. a mesma rea o que teria se um carro se descontrolasse em dire o a si. A falta de ar e a respira o r pida (hiperventila o) s o o seu corpo a tentar aumentar a sua entrada de oxig nio. O problema que, sem um perigo real, esta respira o r pida perturba o equil brio de oxig nio e di xido de carbono no seu sangue, causando tonturas e formigamento. A tontura n o um sinal de que vai desmaiar; a consequ ncia da hiperventila o, que causa uma diminui o tempor ria no fluxo de sangue para o seu c rebro. Ao entender a causa real por tr s de cada sintoma, come amos a desmistificar o medo. Eles s o apenas sensa es exageradas de um sistema de seguran a que ficou desregulado, e n o uma prova de que est em perigo. O Verdugo Interno: Por que a mente nos diz que estamos morrendo ou enlouquecendo. Mais assustador do que os sintomas f sicos s o os pensamentos que surgem. Este o "Verdugo Interno", a voz na sua cabe a que traduz as sensa es f sicas em amea as de vida ou morte. "Vou ter um ataque card aco ", "Vou perder o controlo e fazer algo horr vel ", "Vou enlouquecer ". Estes pensamentos n o s o uma falha de car ter, mas o resultado do seu c rebro primitivo a tentar encontrar uma explica o para o caos que est a sentir. A mente, ao tentar dar sentido ao que parece uma experi ncia de morte iminente, cria a pior hist ria poss vel. E esta hist ria, por sua vez, alimenta a intensidade do p nico. Aprender a reconhecer esta voz, a entender que ela uma parte da sua ansiedade, e a trat -la com ceticismo, um passo crucial para desarmar o p nico. Validando Sua Dor: A import ncia de reconhecer que o medo real, mesmo que a amea a n o seja. comum ouvir frases como " s ansiedade" ou "est tudo na sua cabe a". Para quem est a viver a S ndrome do P nico, estas palavras podem ser extremamente invalidantes e dolorosas. O medo que sente real. A experi ncia real. O desconforto f sico real. Este livro n o lhe vai pedir para desvalorizar o que sente, mas sim para validar a sua dor.
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