Eles n o queriam hero smo - s sobreviver.
Mas quando voc enxerga o que n o devia, a m quina n o perdoa testemunhas.
Na capital federal, quem descobre demais n o vive para contar.
Pedro, um entregador da Ceil ndia, cruza o destino de Mei - imigrante sufocada por d vidas, chantagem e portas que s abrem para quem paga com sangue. Estender a m o a algu m vira a queda para dentro de um lugar onde o medo tem nome, mas ningu m ousa pronunci -lo.
A partir desse encontro, a cidade muda de rosto: feiras viram territ rio de ca a, hot is viram jaulas e, dos corredores de gabinetes e escrit rios, se decide quem continua respirando. N o h disparos luz do dia, nem manchetes, nem gritos - h sil ncio, sumi o, "corretivos" e vel rios sem corpos.
Sinol ndia um romance sobre o pavor: sobre estar vivo dentro de uma engrenagem que protege os intoc veis e tritura os que v m de baixo. Pedro, Mei e Jaime lutam n o contra o crime, mas contra a certeza de que n o existe prote o para quem est do lado fraco da hierarquia. Aqui, a coragem n o atirar - continuar respirando sabendo que algu m j marcou seu nome.
Este livro exp e n o s o que se faz, mas o que se sente:
o enjoo de esconder algo mortal;
o peso de uma chave que sela destinos;
o frio na espinha ao perceber que ningu m viria te procurar se voc desaparecesse.
N o fic o sobre crime.
fic o sobre o real - sobre o que acontece quando ningu m est olhando.