Nesta colet nea, o poeta recorre ao engodo, ao chiste, ironia, ao apoucar modalidades inventadas ao longo dos tempos para escapar ao logro, fal cia e miragem que outros, santos, deuses, padres, tontos, fil sofos e pol ticos criaram. O poeta teme o mundo que lhe propuseram h d cadas e defende-se como pode fazendo pouco de quase tudo.
A quest o da linguagem, que se sistematiza entre o desd m e a aus ncia (premeditada?) de formalismos especiais, direta e resulta diante dos nossos olhos como uma esp cie de sele o da linguagem realmente falada pelos homens: "O que dir o os ofendidos da linguagem?" (poema XXIII).
Algumas das composi es constituem pretexto para perguntas cruciais envoltas em metaf sica: "Que significa a vida"? (poema XVII). O amor surge qual t bua de jangada como uma proposta, ao mesmo tempo de salva o e vingan a, seja ela qual for.
Estes textos, diretos como tiros de espingarda de cano duplo, mat ria p trea dentro de coisas fofas, como o p o-de-l do falacioso, constituem propostas de reflex o que est o no mago da vida moderna, vida em transforma o desumanizante e f til que o poeta critica e condena.
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