Longe do humanismo radical dos sofistas; do humanismo radicalmente antropoc ntrico, sustentado pelas ci ncias, no qual o homem colocado e, ao mesmo tempo, entendido como "a medida de todas as coisas"; e, muito mais longe ainda, das ortodoxias deterministas, sejam elas cient ficas ou de qualquer outra natureza, pode-se dizer que: 1-O homem, por ser um ser social e um animal pol tico, como descrito por Arist teles, para estar no mundo, precisa de cr tica e autocr tica; 2-Querendo ou n o negar a exist ncia de Deus, o homem precisa entender que ele n o s natureza, mas tamb m dotado de esp rito, de raz o, de puls o e afeto, sintetizados numa condi o humana; 3-O homem precisa saber que ele constitu do de uma unidade de contr rios, ou seja, de raz o puls o e afeto; 4-Ele precisa saber tamb m que, na busca pelo entendimento do todo, especificando e particularizando linhas de estudo e/ou pesquisa, o homem ficou preso em diferentes simbolismos, em diferentes formas ortodoxas de ver o mundo, cristalizando e sistematizando paradigmas, que o impede de ver a realidade em si, mas apenas para si. 5-O homem precisa saber que, na busca pela felicidade, na busca pela sua realiza o pessoal, ele pode adoecer, pode ter perdas socioafetivas, pode morrer, interrompendo sua trajet ria de vida. 6-Ele precisa entender que, ao nascer, come a a morrer. Ou seja, entender que a sua exist ncia se constitui numa esp cie de marcha para a morte. 7-Na busca pela inser o social, ele precisa se dar conta do fato de que h na sociedade desigualdade entre os homens. 8-Na busca pelo emprego, ele precisa saber que est inserido num mundo capitalista e, por isso, tamb m Meritocr tico, competitivo e individualista. Ainda que, primeira vista, possa soar como um paradoxo, a tomada de consci ncia de si, a consci ncia do Ser sobre o seu "que fazer humano" n o se d somente na Escola, nem somente na fam lia e, muito menos somente nas redes sociais da internet ou somente nos outros meios de socializa o espec ficos, relativos ao exerc cio dos diferentes pap is sociais, por v rios motivos: 1-Na fam lia, h certa camada de prote o, at determinada idade, assim como a constru o de hierarquias e estigmas entre os indiv duos, que os impedem de se deparar frente a frente, diretamente, com as rela es desiguais da vida social e de constru rem uma imagem, uma consci ncia real de si. 2-Na escola, por outro lado, h a dissemina o e a internaliza o, no indiv duo, de um saber erudito que o aliena, na medida em que o ilude, dizendo que somente a apropria o desse tipo de saber capaz de conduzi-lo a melhores condi es de subsist ncia. Al m disso, valoriza-se a aquisi o de conte dos e n o o desenvolvimento da criatividade; Valoriza-se o aprender pensamentos e n o o aprender a aprender ou o aprender a pensar. 3-Na internet n o h rela es de confian a nem de validade do saber, assim como incertezas sobre a sua qualidade. 4-No exerc cio dos pap is sociais est pris o do ser, os estere tipos e os estigmas, que impedem o ser de Ser algo al m dele, no seu tempo e espa o.
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