"Ao ver o tamanho do estrago / Naquele ferro-velho sem solu??o, / Uma l?grima sorrateira brotou / No altar de minhas desilus?es, / Mas ningu?m a notou, / Exceto a noite!"
"Doce paix?o / Sempre proibida / Longa extens?o / Duma vida"
"Esses sons que pela noite ecoam / S?o apenas fantasmas errantes, / Que ?s vezes me abalroam, / De teu sil?ncio ecos distantes..."
"Tu ?s a minha outra metade, / A qual d? sentido ? minha exist?ncia, / Contigo, eu sou de verdade, / Tu ?s de meus versos a ess?ncia."
"Sim, eu me lembro dela, / Um sonho que jamais floresceu, / Apesar do fogo no olhar, / N?o mais que uma paix?o de novela, / Uma chama que aos poucos morreu, / Mesmo com tanto amor a pulsar..."
"Por fora, pareces a mesma, / Mas ? s? uma ilus?o, / Pois sem mim, n?o ?s completa: / Falta o peda?o mais lindo, / Que chamam por a? de amor..."
"E dentro de mais alguns anos / (Uns vinte ou trinta) / Toda essa dor parecer? irreal, / Talvez tenha esquecido de vez os enganos, / Quem sabe ent?o eu j? n?o sinta / Saudade dessa paix?o surreal..."
"Preso no tr?nsito ca?tico / Dessa imensa cidade, / De repente, penso / Nela, em seu olhar imenso, / E ent?o meu nervo ?tico / Subitamente estremece / Como se tamb?m tivesse / Essa maldita saudade,"
"O vento levava minha voz at? seu ouvido, / Vers?es inventadas de vis?es que tive, / E, mesmo que mil vidas houvesse vivido, / Jamais a olvidei, em minha alma a mantive... / O tempo n?o volta, nunca mais a vi, / Mas sua lembran?a sobreviver?, nos dias que vir?o, / E jamais revelarei as v?rias vidas que vivi / Com voc?, naquele inesquec?vel ver?o..."
"Estava ao l?u, / Cultivando tristezas de toda sorte, / Naquele dia assustador, / Quando te vi pela primeira vez, / Ent?o, desceu do c?u / Uma voz forte, / Dizendo: 'Fa?a-se o amor', / E o amor se fez..."
"Por onde fores, hoje e sempre, eu te acompanho, / Que importa onde passei, nos caminhos de onde venho? / O amor fica mais saboroso com o tempo, como um vinho, / ?s t?o perfeita, que pareces egressa de um sonho, / Uma obra-prima, perto da qual sou um mero rascunho..."
"Nosso amor foi t?o ef?mero / Quanto o voo de uma borboleta, / Que de repente no ch?o se acabou, / Antes que ela sequer aprendesse a sonhar..."
"Disseste que sou meio louco, / E, pensando bem, / Talvez isto seja verdade. / Entre as maiores loucuras que fiz, / Escrevi um moto-cont?nuo de versos, / S? para nunca conseguir te esquecer..."
"E, como voc? sumiu, / Deixou-me apenas essa lembran?a / De algumas horas vadias, / Nas quais voc? me usou, / Despudorada, / Incans?vel, / Irrepreensivelmente sedutora, / Eternizando em mim os seus beijos, / Que nunca mais esqueci..."
"E agora, o que fa?o da vida, / Se ela era a fonte de minha Poesia? / Por que essa l?grima sofrida, / Enquanto o meu mundo ru?a?"
"Voc? ? uma fortaleza / Inexpugn?vel, / Que resiste sempre / ?s minhas investidas, / Por mais inventivas que sejam, / Nunca ergue os seus port?es, / Indevass?veis, / E jamais me permite / Invadir os seus muros, / Nem mesmo com minhas modernas / M?quinas de guerra, / Disfar?adas de poemas..."
"E, mesmo que isto v? me estra?alhando, / Cada dia mais, vou te esquecendo, / J? mal me lembro de teu rosto lindo, / Ou das formas de teu busto redondo, / Eu te apago de mim, enquanto gira o mundo..."
"Ao fim desse triste soneto, / Depois que as cortinas descem, / Tu est?s vestida de preto, / L?grimas fortes umedecem / O verso final do folheto, / Sobre sombras que permanecem..."
"Nesse estranho Universo / Tridimensional / E inconsequente, / Vi
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