"Eu vim s para confirmar que acabou. Para eu parar de tentar."
Foi assim que Teresa se apresentou. Cinquenta e tr s anos, bibliotec ria, quatro anos de menopausa - e uma decis o j tomada sobre o resto da vida dela.
Levou tr s perguntas at aparecer a informa o que mudava tudo: ela tinha dor h quatro anos e nunca dissera a um m dico.
Nem uma vez. Fazia o exame anual, ningu m perguntava, e ela achou que era assim que tinha de ser.
Duas coisas que ningu m diz s mulheres desta idadeA primeira m dica. Dor n o normal - n o um est gio da vida, n o consequ ncia inevit vel da idade, n o coisa a suportar com dignidade. um sintoma, e a causa mais comum nesta faixa tem nome, tem explica o e tem tratamento. Muitas mulheres nem sabem que existem perguntas a fazer numa consulta.
A segunda gratuita, e reorganiza tudo. O desejo tem duas formas de funcionar. H o espont neo, que aparece sozinho, sem motivo, antes de qualquer coisa acontecer - e o que todos sup em ser o desejo. E h o responsivo, que n o aparece antes: aparece depois de come ar.
Nesta fase, a propor o entre os dois muda. E quem continua esperando o sinal antigo vai esperar para sempre.
Voc n o perdeu o desejo. Perdeu o aviso pr vio.
Neste livro voc vai encontrarO que perguntar m dica - e a frase que muda uma consulta despachada com " da sua idade"Por que mil e quinhentas noites de sono partido tornam imposs vel avaliar o pr prio desejoPor que come ar sem sentir vontade n o fingir - e as duas condi es inegoci veisO que dizer ao parceiro sem que soe como avalia o negativa deleO que n o atribuir menopausa sem investigarTr s filtros contra o que se vende a mulheres assustadas59 Esta es curtas, reunidas no fim - a primeira metade para levar consultaPara as mulheres que conclu ram sozinhas, sem uma nica pergunta a quem sabe responder, que a parte boa acabou.
N o h segunda juventude e voc n o precisa de nenhuma. O sol de julho vai embora todos os anos - a lareira acende quando a gente quer.
Da autora de Quarto 314, A Primeira Vez aos Cinquenta e A Cama Depois.