O indiv duo a sede do significado, a nica inst ncia criadora, a nica fonte de sentido, para o mundo e para si pr prio. Nenhum indiv duo abarca a totalidade da cultura, mas toda a cultura feita por indiv duos. Nenhum pensa o mesmo que os outros, nem ao mesmo tempo, nem na mesma dire o, mas toda a cultura um tecido de atos individuais.
Por sua vez, a decomposi o do ato em " tomos" torna inevit vel a pergunta que orienta esta obra "como explicar o ato?" e abre um horizonte de problemas que n o ca tico. De um lado, temos o biol gico, causal, natural; do outro, o motivacional, intencional, fundamentado. Foi nesse ponto que esta obra come ou verdadeiramente, porque escrever tamb m escolher o mundo que se quer habitar.
O ato o lugar onde a vida se decide: instante, heran a e futuro. Cada ato transmite sentido, mesmo quando o sujeito n o o pretende. Cada ato tamb m representa o de poss veis efeitos, incluindo a possibilidade representada como "n o agir", que nunca aus ncia, mas uma via com consequ ncias imaginadas.
Este livro nasceu de um sonho, de uma imagem do futuro que se realizou, apenas em parte, como todos os sonhos. Nenhuma obra se cumpre apenas no autor. Cumpre-se no leitor, na cr tica, na recria o. Cada leitor prolongar esta obra sua maneira, seja contestando, expandindo, aplicando, seja transformando. E assim, entre o dever-ser e as possibilidades, o sonho comanda a vida e cada ato deixa o rasto que a cultura e a hist ria recolhem.