A hist ria da palavra "ecr " (do antigo franc s escren) revela o arco dram tico da nossa exist ncia. Originalmente, o ecr era um anteparo, um corta-vento ou uma tela de prote o colocada entre o indiv duo e a lareira para proteg -lo do calor excessivo do fogo. Ele era, por defini o, um instrumento de separa o e defesa. No Velho Ecr , sob a tica da Biof sica Ontol gica, a mat ria funciona exatamente como esse corta-vento. A santidade de Deus um fogo devorador de alt ssima voltagem; se o hardware humano, em seu estado entr pico, fosse exposto diretamente Face de Alfa, ele seria aniquilado instantaneamente. O corpo de carne, portanto, o nosso "ecr prote o" ele amortece a luz divina para que possamos existir no tempo sem sermos consumidos pela eternidade. Neste est gio, o ecr serve para nos "esconder" da presen a de Deus.
Com o advento da modernidade e da tecnologia da informa o, o significado do termo sofreu um salto qu ntico: o ecr deixou de ser suporte de prote o e passou a ser o suporte da proje o. Ele deixou de ser o que "barra" a luz para ser o que "organiza" a luz em significado. No Estado de Gra a, o seu ser deixa de usar a mat ria como um "escudo" contra Deus e passa a us -la como uma interface de manifesta o do Poder Divino. Aqui o Tornar-se se consolida. A luz j n o algo de que voc se protege, mas algo que voc exibe. O ecr torna-se o campo onde o invis vel (o c digo) se torna vis vel (a imagem).