Aos vinte e poucos anos, Lia Amaral aprendeu a viver sem esperar nada do pai que a abandonou ainda criança. Endurecida, competente, incapaz de perdoar quem parte sem explicação, ela construiu uma vida sem espaço para Tomás Menezes, até o dia em que uma ligação do hospital a obriga a atravessar o país para vê-lo, agora doente, talvez arrependido, talvez apenas com medo de morrer sozinho.
O que começa como uma visita de despedida se transforma numa investigação que Lia não consegue largar. Um laudo psicológico falsificado, usado vinte anos antes para destruir a reputação de sua mãe, revela ser apenas uma peça de um esquema muito maior, orquestrado por advogados e por uma mulher disposta a tudo para proteger o próprio nome. Quanto mais Lia descobre, mais entende que Helena não foi a única mulher silenciada, e que expor a verdade significa também expor o pai que tanto quis evitar.
Entre Salvador e São Paulo, entre a raiva antiga e a possibilidade incômoda de compreender, Lia vai ter que decidir o que fazer com um sobrenome que nunca escolheu, e com uma verdade que pode custar mais do que ela está disposta a pagar.
O Último Nome do Pai é um romance sobre o peso dos nomes que herdamos, e a coragem de escrever, enfim, o nosso próprio.