Todos os dias, em um banco de pra a no Alto da Lapa, um engenheiro aposentado escuta. Ele n o oferece discursos longos. N o promete solu es grandiosas. Divide o problema. Elimina o exagero. Identifica o essencial. E fala.
Um narrador an nimo, que inicialmente apenas observa, passa a acompanhar esses encontros fortuitos: um homem indignado com o sistema, uma mulher angustiada com o tempo, algu m consumido pela compara o, outro preso ao dinheiro, culpa, pressa ou solid o.
O engenheiro Jo o Carlos n o um s bio infal vel. s vezes simplifica demais. s vezes erra. E sempre repete a li o que aprendeu com o poeta e matem tico Piet Hein:
"A via da sabedoria f cil de indicar: errar, errar, errar -erros grandes e pequenos,
mas sempre menos."
Aos poucos, o narrador percebe que o verdadeiro ensinamento n o est nas respostas prontas, mas na forma de pensar: assumir responsabilidade, reduzir ru do, agir mesmo com informa o incompleta.