Teodoro retorna casa dos pais para cumprir uma tarefa simples: buscar uma fotografia antiga.
Nada mais.
A casa est intacta. Limpa. Silenciosa. Organizada como sempre esteve.
Cada c modo permanece no lugar. Cada objeto cumpre sua fun o. Nada parece errado.
Enquanto percorre os espa os, lembran as surgem sem se apresentarem como lembran a.
N o v m como revela es, mas como sensa es no corpo, pequenos desvios, inc modos breves.
Uma porta que nunca foi aberta.
Um sorriso guardado dist ncia.
Um gesto interrompido cedo demais.
Teodoro n o questiona. N o confronta. N o elabora.
Apenas permanece.
O Canto do Bode uma novela tr gica contempor nea sobre uma vida correta demais para ser vivida.
Sobre o que se aprende a silenciar cedo.
Sobre escolhas que nunca chegam a ser feitas.
E sobre o custo de chamar obedi ncia de maturidade.
Um livro curto, austero e silencioso.
Como a casa que o atravessa.