Vila Rica n o Floren a, pedra-sab o n o m rmore e Aleijadinho n o foi Michelangelo. Ainda assim, o esplendor e o requinte, as sutilezas e a suntuosidade das dezenas de est tuas, pias batismais, p lpitos, bras es, por-tais, fontes e crucifixos permitem supor que o Brasil teve um g nio renascentista desgarrado em plena efervesc ncia de Minas colonial, esculpindo e talhando com o esp rito, o fulgor e a grandiosidade dos artistas iluminados. O legado do Aleijadinho - eternizado no interior e nas fachadas de meia d zia de igrejas de Minas Gerais - refulge mais que os min rios que sa ram dali para fazer o fausto de na es al m-mar. Na pr tica, foram elas - est tuas, lavabos e esculturas - a heran a que restou para recordar o Brasil de seus tempos ureos. A obra monumental do Aleijadinho um patrim nio superior a qualquer conforto que o ouro possa comprar.