Ela não queria ser vilã. Só não sabia mais viver sem o veneno.
Você já conhece uma Beatriz.
Talvez more na sua casa. Talvez se sente na mesa ao lado no trabalho. Talvez - por um momento de coragem - você se reconheça nela.
Beatriz Monteiro tem 38 anos, um apartamento perfeito no Batel - bairro de Curitiba-, um marido paciente, amigos fiéis e uma carreira de sucesso.
Ela não grita. Não agride. Não trai.
Gota a gota, dia após dia, com um comentário cirúrgico sobre a temperatura do vinho, o nó da gravata, a respiração do marido - que "soa exasperada".
Até que, um dia, o copo de veneno transborda.
Daniel, seu marido, sai do sofá e entra em silêncio.
Os amigos começam a se afastar.
O espelho começa a devolver uma pergunta desconfortável:
- E se o problema não for o mundo... e sim você?
Com uma prosa afiada, seca e cirúrgica - típica de quem observa demais e sente de menos - Francisco Tramujas nos conduz por uma dolorosa, necessária e surpreendentemente engraçada jornada de autodestruição e (possível) redenção.
"O oposto do amor não é o ódio, é o controle."
- Para quem já se sentiu aprisionado por uma relação tóxica - seja com um parceiro, um parente ou consigo mesmo.
- Para quem reconhece o gosto amargo de tentar ser perfeito demais.
- Para quem quer rir de nervoso enquanto se olha no espelho.
Com pitadas de neurociência, filosofia comportamental e cenas de intimidade que vão do mindfulness ao mind-blowing, Mulher Chata Mata! é um thriller psicológico doméstico - uma daquelas leituras que machucam, curam e viciam, tudo ao mesmo tempo.