Miragem um poema-livro organizado em quatro movimentos que acompanham o nascimento, a expans o e a suspens o de um imagin rio coletivo. Partindo da funda o simb lica - mundo, Deus, linhagem, poder - a obra atravessa a miss o, o mar e o desbravamento, at chegar ao tempo da espera, da d vida e da indefini o.
Sem narrar uma hist ria linear, o livro constr i uma vis o: a de um destino sonhado como grandeza e vivido como excesso. O pico surge aqui menos como celebra o do feito do que como interroga o do seu custo. O mar, a f , o imp rio e a figura do her i s o revisitados como imagens persistentes, que continuam a agir mesmo depois de esgotada a promessa que as sustentava.
medida que o poema avan a, a voz torna-se mais ntima e consciente do limite. O gesto coletivo cede lugar vig lia individual; a certeza transforma-se em pergunta. No final, o livro n o prop e um fecho, mas uma suspens o: o lugar onde o sonho permanece, mesmo quando j n o se sabe se poder regressar.
Miragem uma reflex o po tica sobre origem e perda, grandeza e espera - um livro que n o resolve o imagin rio que convoca, mas o mant m vivo, como tudo aquilo que continua a pedir nome.
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Poetry