Este n o um livro sobre her is ou vil es. Marighella morreu por uma causa que acreditava maior que ele; L cio Fl vio viveu (e morreu) por si mesmo. Associar a luta revolucion ria ao crime organizado seria injusto e impreciso - os guerrilheiros queriam transformar o Brasil, enquanto o crime, ent o e depois, buscava domin -lo para proveito pr prio. Mas ignorar os paralelos t ticos seria perder uma chance de entender aquele tempo. A ditadura gerou respostas extremas, e tanto a guerrilha quanto o banditismo foram frutos desse autoritarismo - diferentes em alma, semelhantes em a o.
Vamos explorar esse Brasil em ebuli o: as vidas de L cio e Marighella, os assaltos que os conectaram, o cen rio que os moldou e o que sobrou disso tudo. uma hist ria de converg ncias improv veis, de homens que, cada um a seu modo, desafiaram um sistema opressor. N o julgamos suas escolhas; observamos seus resultados. E, ao faz -lo, convidamos voc a olhar o passado com olhos abertos - um passado que, de t o ca tico, ainda ecoa no presente.