O mundo e suas revolu es... Oh, mil perd es, camarada, n o o avistei, nem escutei os seus passos, culpa do vinil, toda culpa do vinil N o se acue com meus devaneios, estou meramente emocionado e retrospectivo; acabei por reler um caderninho empoeirado entre os gloss rios, anota es amassadas de um relato magistral. Lembro somente de suas gesticula es dram ticas e pomposas sobre as "Odisseias", como o mesmo as intitulava.
Chorava e ria num fio breve de eloqu ncia e balb rdia. Dizia sua plateia que era "o literato insone" e enfatizava seus noturnos apaixonadamente; era bravo e valente na sua decad ncia. A conversa melhorava com o decorrer das rodadas at que me dei o luxo de anotar em sigilo parcela daquilo que fora pronunciado. Seria um desperd cio deixar aquelas palavras se esva rem com o vento. Mesmo que prolixo e difuso, ele possu a ainda um car ter autoral de sua nobreza, tornando-se meditativo e febril quando n o o interromp amos.
A noite passara, e percebi que usei todos os guardanapos do botequim para meramente compor uma nesga daquilo proferido em minha presen a. Na desorganiza o, compus essa pe a fragmentada em lampejos de consci ncia. Quem sabe, nos lembraremos, medida que o narro, deste feito de vosso Ulisses alcoolizado?
Vamos, acomode-se nessas poltronas jogadas pela casa. N o se preocupe com a bagun a, sempre foi assim mesmo. O convido a sacrificar algumas luas aqui comigo, pois afinal, temos aqui a literatura dos insones
Voltemos cidade, vossa magn fica cidade, sempre pela Linha norte, quele magn fico terminal. Que o diabo condene o arquiteto daquela regi o O desgra ado lapidou at a casa do coveiro Ah, meus devaneios... Perd o novamente. Sim, como est vamos falando, aqui vai a hist ria do nosso Ulisses, o primeiro iluminista mal iluminado