Alguns trechos:
"Essa c?psula do tempo onde s?culos percorro, / Para tr?s e para frente, numa sucess?o infinita, / Ainda n?o me revelar? como ? que morro, / Mas s? pode ser por causa dessa saudade infinita!"
"E, enquanto essa noite linda morre, / Deleito-me com suas taras estranhas, / Jamais imaginadas, / Unindo os nossos destinos, / De formas inexplicadas,"
"E ent?o, eu apenas a abracei, / E murmurei baixinho: 'Sinto muito!', / E voc?, retribuiu o abra?o, / Apertando-me calidamente, / Num amplexo do qual jorravam saudade, / Promessas sepultadas no passado, / Sentimentos abandonados ao relento, / Que de repente voltavam ? tona, / Num reencontro improv?vel como o perd?o..."
"Por isto, melhor deixar como est?, / Se voc? me quiser / Em qualquer dessas noites, / Ligue-me, quem sabe d? certo, / E entre nossos corpos d? liga, / Mas de manh?, apenas parta, / Com uma l?grima no olhar, / Ou talvez um sorriso, / Quem decide ? voc?!"
"E nessa hist?ria fugaz, / Que t?o pouco durou, / S?bito, acabou o meu g?s, / Pois a Poesia me abandonou."
"As promessas em seu olhar contidas / Revelam-me segredos inconfess?veis, / Sobre noites er?ticas e atrevidas, / Palcos de aventuras memor?veis!"
"Nesse mundo onde a ilus?o se perdeu, / Nossos la?os sinceros nos dar?o seguran?a, / Rumo a um futuro onde se torne imposs?vel / Qualquer coisa destruir essa paix?o bem resolvida, / A construirmos com amor a mais linda hist?ria / Que algu?m jamais escreveu..."
"Onde haviam dois, s? um ficou, / Nesse pesadelo que me prendeu, / Foi a noite que te levou, / E nunca mais devolveu..."
"Fico pensando o resto da noite em voc?, / Naquela paix?o sem igual, / Que, n?o sei por que, acabou, / E, como todo poeta, / A solid?o abrasante me invade, / E tomo um gole monumental / De saudade..."
"Compus para ela um interl?dio, / Uma linda melodia introdut?ria, / Um doce prel?dio, / N?o mais do que uma pe?a declarat?ria, / Mas digna de ser gravada num est?dio / Com uma letra que contasse nossa hist?ria."
"Lembre-me de lhe contar qualquer hora / De onde tiro essa infinita inspira??o, / N?o me deixe nunca mais ir embora, / Abrigue minha alma no seu cora??o. / Fa?a-me rir sem qualquer motivo, / S? por causa de sua alegria, / Fa?a-me sentir ainda mais vivo, / Mesmo sabendo que voc? s? existe em minha Poesia!"
"Meus pensamentos tomas de assalto / Ao contemplar o teu corpo esbelto, / Ante cuja pureza eu me avilto, / Olhando absorto o teu cabelo revolto, / Querendo partilhar contigo algum jogo adulto."
"E l?, entre os arco-?ris das auroras, / Misturamos os nossos cromossomos / Aos dos rel?gios que nos escravizam, / Medindo o longo tempo que nos resta, / At? chegar o momento de retomar a sanidade, / Trocando os in?meros neur?nios que agonizam, / Por outros que anseiam participar de uma festa, / Para celebrar o fim de uma doen?a chamada saudade..."
"As cortinas do palco desceram, / E nunca mais se levantaram, / E os sentimentos que se perderam, / Nunca mais se recuperaram..."
"Enxugue essa l?grima sorrateira / Que insiste em rolar, / Fa?a de conta que ? s? um cisco, / E que sou p?gina virada / No livro de sua vida, / Que mal come?ou, / Enquanto o meu livro / J? est? no cap?tulo final, / Aguardando apenas o ep?logo, / Que n?o ter? final feliz, / Mas de que isto lhe importa?"
"Por que ter?s vindo para a Terra, / Surgindo de repente ? minha frente, / Em que mesmo eu me inspirava, antes que viesses? / Que mist?rio estelar em teus olhos se encerra / E me inspirou esse poema t?o irreverente, / Ser? poss?vel o amor entre diferentes esp?cies?"
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Poetry