Em um futuro n o t o distante, a humanidade acreditou ter alcan ado a perfei o. A grande Intelig ncia Artificial, erguida para p r fim s guerras, fome e ao caos, tornou-se soberana absoluta. Conectados 24 horas por dia a uma rede onipresente, os homens e mulheres da superf cie vivem em cidades impec veis, sem doen as, sem mis ria - mas tamb m sem liberdade. Suas rela es s o frias, digitais, monitoradas a cada gesto. O toque humano tornou-se raridade; a emo o, uma falha do sistema.
Nas sombras das metr poles, por m, sobrevivem os esquecidos: os desconectados. Sem chips, sem identidade digital, eles foram banidos da nova ordem. Marginalizados, vagam pelos subterr neos em comunidades improvisadas, agarrando-se s ltimas tradi es humanas. E dali que surgir a centelha da resist ncia.