Sob o pretexto de apoiar correntes ideol gicas, grandes empreiteiras, bancos e conglomerados econ micos atuavam como os verdadeiros arquitetos do poder, cobrando o retorno de seus "investimentos" por meio de contratos p blicos fraudados e emendas sob encomenda. Quando o Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da ADI 4650, baniu as doa es de pessoas jur dicas sob a justificativa de extirpar a corrup o corporativa, abriu-se um v cuo financeiro. A resposta do Congresso Nacional n o foi a modera o, a austeridade ou o incentivo ao engajamento volunt rio; foi a transfer ncia compuls ria dessa fatura para o bolso do contribuinte. Nascia, assim, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), popularmente batizado pelo cidad o como "Fund o".O cen rio atual exp e as v sceras de um sistema que perdeu o pudor do limite. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fixou o Fundo Eleitoral em um patamar recorde de R$ 4,9 bilh es.