NOTA DO AUTOR "Anjos e Dem nios" tem como objetivo, apresentar aos leitores as hist rias de crimes contra a vida, como o repugnante homic dio intencional. Carregado de vontade efetiva de morte, ele nos remete aos aspectos mais rudimentares da Pr -Hist ria. Enquanto os demais crimes se modificam na forma de atua o - como n s juristas costumamos dizer tecnicamente, seu "modus operandi" -, sofisticando-se e alterando-se com a evolu o humana e a globaliza o, os crimes comuns n o tem mais fronteiras. Comete-se o roubo, o furto, a fraude, a pedofilia, entre outros, at pela tela do computador. Seja contra o particular ou a administra o p blica. Quando cometidos contra o patrim nio, tais crimes exigem das empresas e rg os p blicos, investimentos astron micos na rea de intelig ncia e seguran a da informa o para mant -las protegidas. Em rela o aos crimes de homic dio intencional, enquanto espera-se da ra a humana um processo evolutivo - reduzindo-se as estat sticas -, t m-se exatamente o contr rio. Com o aumento nas taxas de homic dios, h de se pensar que nossa esp cie tem regredido em consci ncia e intelig ncia. Mas tudo isso tem explica o. O crime de homic dio intencional se resume em: um punhado de pessoas que perderam os valores morais em um determinado momento; e outras em definitivo, como o caso dos psicopatas. Desprovidos de valores ticos e morais, esses indiv duos praticam o homic dio com requintes de crueldade. Dissimulados e subjugando suas v timas, agem desta maneira, pois isso lhes d prazer. J os homicidas eventuais, que em determinados momentos encontram-se na linha lim trofe entre a normalidade e a aus ncia de valores morais, cometem o crime e depois se arrependem. Este ainda tem consci ncia do ato praticado, pois tem a capacidade de arrepender-se e indignar-se diante do crime, sem entender como praticou o homic dio. No caso da hist ria que vamos contar ser o detalhadas todas as fases de um duplo homic dio. Com enfoque nos aspectos policiais e judiciais, apontaremos os erros e acertos cometidos durante o processo desde o local dos fatos at os debates em plen ria. Como toda narrativa que envolve emocionalmente o leitor, esta proporcionar uma verdadeira mudan a no comportamento humano, pois acertamos com os erros dos outros. No Brasil n o temos tradi o em estudar casos de maior repercuss o, simplesmente julgamos e sepultamos as v timas e os processos, despejando os condenados em um por o para o cumprimento da pena. Penso que transformar todos esses casos em "cases", seria uma forma de preven o do crime de homic dio intencional. Afinal, j que a rela o da v tima com o homicida sempre muito pr xima, isto nos daria possibilidade de prestar aten o nas pessoas que nos cercam. Talvez com essa narrativa esta postura possa mudar em nosso pa s, garantindo o futuro da ra a humana. Durante minha vida como advogado de defesa, sempre analisei todos os aspectos f ticos e jur dicos, fazendo uma verdadeira necropsia no processo. Em todas as situa es sempre esperado que o caso se revele de forma imediata. Mas na investiga o s ria, essa tal verdade se revela com informa es, com cautela, com crit rio investigativo, podendo militar a favor ou contra qualquer uma das partes. Para mim, a verdade sempre deve prevalecer, n o tenho a menor d vida; e para isso o profissional deve aprofundar-se em todos os elementos, subjetivos e objetivos, com caracter sticas psicol gicas, sociol gicas, criminol gicas, vitimol gicas e periciais, a ponto de apresentar os elementos de convic o, materializando todas as provas.
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