J lia sempre foi calada, discreta, do tipo que prefere os cantos. Quando Th o apareceu, com aten o e palavras gentis, ela acreditou que estava vivendo algo bonito. Mas aos poucos, tudo foi mudando - e J lia tamb m.
O que parecia afeto se tornou limite. O que parecia cuidado passou a sufocar.
Agora, marcada por algo que n o consegue dizer em voz alta, ela tenta seguir os dias como se fosse poss vel esquecer. Mas esquecer n o t o simples quando o corpo e a mem ria ainda carregam o que foi imposto.
nesse momento que Laura surge - com leveza, perguntas sem pressa e uma presen a que n o exige. Pela primeira vez, J lia sente que talvez possa respirar.
Nessa hist ria de recome os, o amor n o chega para curar, mas para acompanhar. Porque h dores que n o passam, s aprendem a coexistir com alguma ternura.