Algumas m?es dizem que amam seus filhos. E demonstram. Outras m?es, n?o falam em amor, mas mostram. H? m?es que n?o mencionam seu amor pelos filhos em palavras nem em atos. E h? aquelas, as m?es narc?sicas, que todo dia deixam claro seu desamor pela cria. Em palavras, em atitudes, em olhares, em insinua??es, em insultos, em agress?es f?sicas, em viol?ncia psicol?gica. Em sil?ncios cru?is. Em aus?ncias dilacerantes. E a gente cresce em d?vida, com o cora??o repleto de temores. Acreditamos ser imposs?vel que algu?m nos ame, nos admire, nos elogie. N?o merecemos, n?o estamos ? altura. Somos seres defeituosos por dentro e por fora. Nada valemos. Perdemos anos de nossas vidas tentando agradar a m?e imposs?vel de ser agradada. Tudo para tentar receber alguma migalha de apre?o, se muito. O desamor materno nos devora, nos enlouquece, nos incapacita para a felicidade. Toda m?e ama o filho naturalmente. O amor materno. Incondicional. Universal. Toda m?e. Menos a nossa. Eu consegui sobreviver.
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