Desde a mais tenra idade o ser humano pratica o FLERTE, manifesta vontades, almeja, anseia, busca, ativa ou passivamente, por aquilo que desperte em si o interesse e a realiza??o de seus prazeres, do seio materno at? todos os outros que vir? a cobi?ar em seu amadurecer. O FLERTAR n?o ? apenas um processo de cortejar ou obter; ? uma sensa??o permanente de que a continuidade se alicer?a t?o somente pela manuten??o latente daquilo em que o querer se projeta. Apesar de, sabidamente, o desejo e a sua plena realiza??o nunca ocuparem o mesmo lugar na constru??o imprecisa do tempo e espa?o. Porque, contraditoriamente, a conquista do que fora idealizado destr?i a felicidade e a motiva??o que se resguarda apenas enquanto o capricho persistir unicamente na mente do sonhador. Vivemos em FLERTE, ou ainda mais evidente: A vida ? um FLERTE continuamente arriscado ao qual, fatidicamente, nenhum de n?s ir? sobreviver.