A noite alta se fazia, com um nevoeiro rasteiro cobrindo toda a regi?o. Entre os restos de lenha ainda em brasas e as entradas das casas, apenas a muda presen?a de uma aus?ncia gritante. A aus?ncia de vozes, de risos, de ares e suspiros. Era como se o vilarejo abandonado, depois repovoado, tivesse tornado aos seus dias de solid?o. Mas quem se atrevesse a fechar os olhos e se concentrasse em transpassar a densa cortina de sil?ncio, degustaria parte do desprazer de ouvir os ru?dos que emanavam do interior da segunda casa, a da direita de quem entra no p?tio. Era sutil, contudo, perdurara em ondas crescentes, at? que irradiou pelos quatro ventos, despertando a todos no local. Seria um c?o? Um coiote? Um animal selvagem, que ao buscar intimidar uma lebre ou uma corsa, rosnou e mostrou os dentes?
Independentemente do que fosse, todos correram para o p?tio para verificar se ainda era seguro permanecer por ali. E de fato, n?o o era!
Henry corre para a rua e se depara com Elisa, Cecil, Ruth, seu irm?o mais velho, e dois dos tr?s homens. Eles olhavam fixamente para a casa na qual o terceiro homem havia pernoitado.
Ent?o ele se aproxima do Ruivo, j? sabendo do que se tratava.
- J? come?ou?
- Pelo visto... Sim!