fenomenologia das divindades port teis ao longo da hist ria humana, desde a antiguidade at a era moderna. Tese Central: A miniaturiza o e mobiliza o dos deuses n o serviram apenas como conforto religioso individual, mas foram instrumentos cruciais para a legitima o pol tica e jur dica, a manuten o da identidade em di spora e a transcendencia do Esp rito Santo que Cumpre os anseios m gicos, invertendo a ordem da teologia da religi o da antiguidade O documento examina como a necessidade de migra o, guerra e com rcio for ou a quebra da "regra da territorialidade" (a ideia de que o divino fixo a um lugar) e levou cria o de "tecnologias teol gicas" para tornar o sagrado m vel. Resumo por Civiliza o/Conceito: Mesopot mia e Oriente Pr ximo (Terafins): Os terafins ( dolos do lar) possu am uma fun o estritamente jur dica e sociopol tica.A posse f sica dos terafins, como revelam os Tabletes de Nuzi, constitu a o t tulo de primogenitura e heran a familiar, o que explica o roubo de Raquel no G nesis.O deus port til garante a continuidade da linhagem (patria potestas) em migra o.Egito Antigo (Magia e Prociss o): Aparecimento da "piedade pessoal" fora do culto estatal.Os Shabtis eram aut matos m gicos projetados para trabalhar no Al m, quebrando a territorialidade da morte e permitindo ao falecido transportar sua for a de trabalho.O Ritual de Abertura da Boca ativava a est tua, transformando-a de mat ria inerte em um corpo funcional para o Ba (alma do deus).As Barcas Processionais (como a de Amon) permitiam que o deus viajasse, concedendo or culos e democratizando a intera o com o povo.Antiguidade Greco-Romana (Intimidade e Pol tica): A devo o era intensamente t til (manusear, beijar). O general romano Sula beijava a imagem de Apolo antes da batalha, ativando a divindade por meio do contato h ptico.LaresePenates: Deuses do lar e dos viajantes (Lares Viales), fundamentais na identidade romana (Eneias transportando os Penates).Fascinus: Representa o f lica usada como amuleto apotropaico (que afasta o mal), tocado para sorte.Camafeus: Gemas gravadas que serviam como propaganda imperial e amuleto de lealdade e prote o, carregando a auctoritas do imperador.Deus Pessoal Sum rio: O conceito de ilī (deus pessoal) atuava como um advogado ou intercessor junto aos grandes deuses, permitindo ao indiv duo levar seu protetor consigo em cilindros-selos.Subcontinente Indiano (Dualidade e Darshan): Formaliza o da distin o entre a imagem fixa (Mula Vigraha) e a imagem m vel de festival (Utsava Murti, geralmente de bronze Chola).A consagra o (Prana Pratishtha) infunde o "sopro vital".A divindade m vel permite a democratiza o do Darshan (troca de olhares sagrada) para pessoas que n o podiam entrar no templo.Ishta-Devata: A divindade pessoal escolhida, levada em pequenos dolos de viagem para manter a "intimidade" em qualquer lugar. sia Oriental (Di spora e Renova o): Mazu: Deusa padroeira dos mares que migra com os chineses, utilizando o mecanismo de "divis o de incenso" (fenxiang) para replicar o poder do templo m e.Tu Di Gong: O deus da terra (burocr tico e fixo) que, paradoxalmente, pode ser "convidado" a mudar-se com a fam lia, subvertendo a territorialidade.
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