H um tribunal que n o figura em nenhum mapa. Suas paredes s o de pedra escura, seus livros n o precisam ser abertos, e o tempo, dentro dele, n o corre - ele se acumula. l que este livro se passa.
No banco dos r us, Baruch Spinoza - o fil sofo que foi excomungado em vida e que ousou associar Deus e Natureza. Acusando-o, Francis Bacon - o chanceler ingl s que morreu fazendo ci ncia e que passou a vida construindo uma separa o rigorosa entre o dom nio da raz o e o dom nio da f . Conduzindo a acusa o, Voltaire, com suas perguntas que parecem cordiais e cortam como navalha. Conduzindo a defesa, Leibniz - que conheceu Spinoza pessoalmente e passou o resto da vida negando o quanto lhe devia. Presidindo o tribunal, David Hume - ateu, melanc lico, e assombrado pela nica pergunta que sua raz o n o consegue encerrar.
No centro do julgamento, uma nica quest o - simples na forma, abissal no conte do: onde est Deus no mundo que a raz o est aprendendo a descrever? Uma quest o que nenhum dos cinco resolve. Que nenhum leitor resolve. Mas que, depois deste livro, ningu m carregar da mesma forma.