Algumas portas, uma vez abertas, n o podem ser fechadas.
Adaeze passou dois anos mantendo tudo em ordem - contando moedas num pote de barro, alimentando o pai enlutado, criando o irm o mais novo sombra da m e que morreu sem deixar explica es. Ela n o tem tempo para ir floresta antes do amanhecer. Mesmo assim, ela vai.
O que ela matou ali n o deveria ter tido a chance de morrer.
O que quer que a tenha seguido at em casa n o deveria ter sido capaz de encontr -la.
O mundo para o qual ela arrastada n o um conto de fadas. um pa s oculto, mantido por sete Casas ancestrais cujas linhagens preservam uma fronteira viva entre dois mundos - uma fronteira que vem se desfazendo h trinta anos, desde que a Corte que o governava foi destru da por dentro. Tr s Casas foram deliberadamente apagadas. Os sobreviventes t m trabalhado sozinhos, em sil ncio, sem um centro.
Ent o Adaeze chega. E a emissora, que esperava por ela h trinta anos, a reconhece no instante em que ela aparece.
Ela a ltima herdeira da Primeira Casa. A ncora. O centro em torno do qual todo o sistema se organiza desde antes de seu nascimento.
Dois lordes poderosos precisam de sua linhagem para sobreviver. Um homem chamado Kael continua aparecendo a dist ncias cautelosas, dizendo exatamente o que ela precisa ouvir e nada mais. E em algum lugar dentro dos destro os institucionais de uma Corte que n o deveria ter entrado em colapso, algu m tem gerenciado os danos - n o para repar -los, mas para control -los.
De Sangue e Sombras Florescentes um romance de fantasia africana de desenvolvimento lento sobre uma jovem que descobre que a coisa mais perigosa em que ela pode se transformar n o uma arma ou uma governante, mas sim uma pessoa que finalmente entende o que ela sempre deveria ter sido destinada a cuidar.
Esta uma hist ria sobre o pre o a pagar para restaurar algo que foi destru do de prop sito. Sobre governan a, luto e a intimidade singular de duas pessoas que se escolhem em meio a algo imenso.
A fronteira est cedendo. O Tribunal desapareceu. E Adaeze acabou de atravessar a porta.
Primeiro livro da s rie Coroa de Cinzas.