Uma breve e simples biografia de sua vida. O jovem Tom s n o aspirava a ser rico, pois j o era. Ele vem de uma linhagem nobre, tanto por parte da m e quanto do pai. Renunciou a esses luxos e vaidades para se tornar um frade mendicante. Tom s nunca teve a aspira o de ser considerado um s bio. Ele o conseguiu gra as ao seu talento natural e a um amor disciplinado pelo estudo e pela verdade. Sua nica aspira o: ser um santo. E ele conseguiu. Por isso, sempre achei rid culos esses comportamentos politicamente corretos, observados em alguns livros acad micos enfadonhos, que consistem em trat -lo apenas como Tom s de Aquino, e n o como S o Tom s de Aquino. Como se falar da filosofia e cham -lo de santo significasse ceder "supersti o". Tom s era, acima de tudo, um santo. Isso tudo o que ele queria ser na vida. Quem n o compreende isso, nunca compreender a vida do Irm o Tom s e sua filosofia. Outro lugar-comum frequentemente utilizado qualific -lo exclusivamente como te logo, j que a filosofia foi feita pelo Estagirita... Tom s n o fez nada al m de repetir a doutrina de Arist teles. Deixando de lado a falsidade dessa proposi o, apropriado perguntar por que necess rio ser ateu para filosofar. Por que uma conclus o verdadeira se alcan ada por um ateu e estranhamente falsa se alcan ada por um crente? S o Tom s filosofou porque acreditava que a verdadeira teologia exige uma s lida base filos fica. por isso que ele foi primeiro um fil sofo e depois um te logo. Quando estava preso na torre do castelo de Roccasecca, suas leituras eram a B blia e Arist teles. Aqueles que consideram os crentes como "fan ticos" s o os mesmos que os chamam de te logos quando eles filosofam. Pergunto ent o: quem s o os fan ticos? Este trabalho inclui 19 cap tulos: 1-O s culo XIII: a sociedade. 2-O s culo XIII: a Igreja. 3-A fam lia. 4-Em Montecassino. 5-Na Universidade de N poles. 6-No Ordem dos Pregadores. 7-Voca o impedida. 8-A forma o intelectual. 9- Come a a ensinar. 10-Em Paris: caminho para o doutorado. 11-O conflito com os mendicantes. 12-Doutorado. 13-Regresso It lia. 14-Retrato de um frade. 15-De volta a Paris. 16-De novo em N poles. 17-Deixa de escrever. 18-O fim. 19-A modo de ep logo: outras anedotas. Ainda preciso aprofundar alguns aspectos dessa vida, por exemplo: o que significava para S o Tom s abra ar o ideal da pobreza e da obedi ncia, mesmo que tivesse que se afastar de seus livros e de sua Universidade; qual era o significado do religioso mendicante em sua eclesiologia; como ele relacionava suas experi ncias m sticas com seus estudos; o que aconteceu com sua alma em 6 de dezembro de 1273, quando abandonou repentinamente e definitivamente sua tarefa de escritor; como explicar sua morte misteriosa? Esperamos, se Deus quiser, poder um dia responder a essas d vidas e perguntas.
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