Apenas duas palavras definiam Helena: elegante e solit ria. Perder o marido para uma doen a cruel deixara-lhe grande m goa, m goa dif cil de ultrapassar. Ra l tinha-a amado com todas as suas for as. Jamais desistira de conquist -la, de t -la, de faz -la feliz E se, com ele, Helena tinha vivido a plenitude do que ser amada por um homem, que lhe restaria agora? Amar... ela sabia Restava-lhe amar algu m de verdade... ainda que esse amor fosse imposs vel e esse homem nunca tivesse sido Ra l, mas sim Abel, o irm o do seu marido.
Sinopse
Ra l fora o marido perfeito. Helena ouvira isto de toda a gente, constantemente, durante todo o casamento. Reconhecia quanto fora aben oada por ter sido a sua esposa. N o havia outro homem que fosse mais am vel, gentil e generoso. Contudo, Helena sentira por Ra l um afeto abundante que nunca se transformou em amor. Agora carregava no peito essa e outras culpas, pois o seu cora o pertencia a outro homem, um homem por quem nunca deveria ter-se apaixonado. Abel era seu cunhado e fazia quest o de demonstrar quanto a odiava, quanto condenava aquele casamento. N o queria aquela mulher na sua fam lia. Pelo menos, n o como cunhada... ela devia ter sido sua Mas fora interesseira, e ele ia mostrar-lhe para o resto da vida como errara ao escolher Ra l