Por que a morte precisaria de um "al m" para ter sentido? A filosofia ocidental quase sempre respondeu morte com alguma forma de excedente: a sobreviv ncia da alma, a perman ncia do nome, a recompensa numa outra economia. como se o fim s pudesse significar caso algo escapasse dele. Aqu m do Al m parte de uma constata o inc moda - a de que essa exig ncia, que tomamos por bvia, uma escolha cultural, n o uma necessidade - e vai buscar na tradi o japonesa do guerreiro uma resposta radicalmente diferente. Ali, o sentido da morte n o est no que a transcende, mas na forma consumada do instante em que ela se cumpre. Da tica de Yamamoto Tsunetomo ontologia da imperman ncia de Dōgen, da mente que n o se det m de Takuan est tica do mono no aware de Motoori Norinaga, do ritual do seppuku ao nada absoluto de Nishitani, o livro reconstr i - por dentro, com rigor de c tedra - uma tradi o que soube dar pleno sentido finitude sem apelar a nenhum outro mundo. Mas n o uma celebra o ing nua. O livro enfrenta de frente o seu cap tulo mais dif cil: como essa mesma est tica da "bela morte" foi capturada pelo Estado militarista e convertida em instrumento de morte em massa. E confronta, sem atalhos, Heidegger, Camus, Durkheim e a cr tica de que o pr prio ideal do guerreiro seria uma inven o moderna. Uma investiga o densa e original sobre uma pergunta que de todos: se o sentido da morte estivesse, afinal, aqu m de todo al m - na pr pria forma com que uma vida se consuma.
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