Augusto escreve quando todas as outras estruturas falham.
Sem jornal, sem rotina, sem garantias, ele tenta sustentar a pr pria exist ncia pela linguagem.
Ainda que eu s escreva um romance sobre aquilo que permanece mesmo quando n o encontra nome: a mem ria que n o se organiza, o sil ncio aprendido cedo demais, a escrita como ltimo gesto poss vel.
Ambientado entre a vig lia noturna, a crise de identidade e o peso do que nunca foi dito, o livro acompanha um homem que n o busca reden o, mas continuidade.
N o uma hist ria sobre supera o.
uma hist ria sobre permanecer.