Abro a porta desta p?gina da vida, relembro as partes em que fui feliz e as que n?o. Lembro as tardes de ver?o entre mergulhos no rio da cidade, das escapadas que faz?amos da escola quando n?o t?nhamos aulas.
O jogo do berlinde e do pi?o que nunca escapava da m?o quando este rodava na sua palma.
Recordo os sons e as cores da feira dos Santos quando esta vinha ? cidade em pleno outono. Com as suas atra??es de mil maravilhas, com a m?sica nova que sempre me proporcionou as sensa??es de uma plenitude juvenil.
Lembro aquelas luzes intermitentes no carrossel e nos carrinhos de choque, em contornos, ondeando dentro e fora do meu ser.
Lembro aquele murmurinho no est?mago quando o carrossel rodava comigo a rodar com ele em simult?neo. Era a etapa da vida em que gostava de ser crian?a, onde sempre encontrei os momentos et?reos que se perderam no tempo e no espa?o, evolados pelo esquecimento do qual nunca mais consegui voltar.