Na regi o chamada L cio, um cavalheiro come a a sonhar e seu sonho da lembran a da conquista de uma rosa. Assim come a uma hist ria em dois tempos que ao mesmo tempo confiss o, prece e canto de amor entre prozas e sonetos. Desde o primeiro e esperan oso encontro com um lindo bot o at os dolorosos espinhos da separa o, o cavalheiro floreia sua jornada atrav s das armadilhas da amizade e das distra es. Enquanto jovem, o cavalheiro falho, ego sta e de pouca f ao trair o pr prio cora o, mas guiado por um poder superior pelo verdadeiro amor. Entrela ada sua narrativa est a voz do ciumento Deus do Amor, um narrador onisciente como o est simo grego que marca tempo e atualiza, que molda o destino do cavalheiro e nos lembra que todo amor verdadeiro flui de uma nica fonte divina. Mesclando o estilo aleg rico da poesia trovadoresca medieval com uma narrativa profundamente pessoal, A Rosa uma experi ncia liter ria nica. um hino ao fin'amors (o amor verdadeiro), uma medita o sobre a virtude cat lica e um testemunho da cren a de que mesmo nossos erros mais graves podem ser redimidos. Mais que uma hist ria, um convite para amar com nobreza, para suportar o vale de espinhos e para encontrar, por fim, o eterno nos bra os da amada. Grande parte de A Rosa constru um h brido entre confiss o medieval, manual de amor cort s (fin'amors), alegoria crist e pico l rico. Ter dois narradores, o Cavalheiro falho e humano e o Deus do Amor onisciente e ciumento, permite dar camadas profundas narrativa a um livro que se l com o cora o e com um dicion rio de s mbolos por perto, e que certamente deixar uma marca, seja de admira o ou de estranhamento. A prosa atinge n vel elevado de lirismo nas descri es do "verde mais belo", dos p ssaros que observam os amantes, das notas do perfume da Rosa (senegambica, jasmim, mbar) e das ang stias do cavalheiro t m uma qualidade de busca verdadeira por uma atmosfera on rica e solene que marca desse romance. O amor visto como um caminho de aprimoramento espiritual que pode comportar trope os e a ideia de que o "deus do amor" corrige os atos falhos um conforto teol gico cat lico que fala muito sobre a miseric rdia de Deus. O uso consistente de alegorias (a Rosa, a Flor Branca, o Bosque do Amor, os Espinhos, o Cavalheiro) cria um universo coeso com a cultura medieval sobre a arte de amar trovadoresca desenvolvida em ambiente palaciano feudal entre os aristocratas franceses. um mundo onde os sentimentos ganham forma e onde cada paix o, erro ou virtude tem um lugar e um significado. A linguagem elevada, o ritmo lento e a estrutura fragmentada, que mistura passado, presente e interven es divinas, exigem um leitor disposto a aceitar as regras desse jogo liter rio incomum. Para quem busca uma narrativa r pida e direta satisfa o dos desejos, a leitura pode ser frustrante. O cavalheiro ansiosos t pico da literatura medieval trovadoresca, n o obstante a psicologia das personagens s o palat veis na contemporaneidade em uma roupagem arcaica. Isso pode soar, em alguns momentos, como um descompasso estil stico, embora tamb m possa ser visto como uma reinven o criativa da tradi o e n o se trata de nada disso. A narrativa se passa na contemporaneidade com os valores do amor cort s. A devo o em diversos trechos, se aproxima de serm es ou de tratados morais. A voz do "deus do amor" , por vezes, pesadamente did tica. Para leitores que n o compartilham da educa o cat lica elevada, ou que preferem ler outro tipo de romance como o t pico er tico, essa abordagem pode ser muito desagrad vel. O romance visa resolver o problema da defici ncia na educa o sentimental e amorosa entre os cat licos que desejam viver o amor verdadeiro (fin'amors) em meio a uma cultura que confunde amor com cobi a, desejo c
ThriftBooks sells millions of used books at the lowest everyday prices. We personally assess every book's quality and offer rare, out-of-print treasures. We deliver the joy of reading in recyclable packaging with free standard shipping on US orders over $20. ThriftBooks.com. Read more. Spend less.