Sib ria, inverno de 1868. Rodion Rask lnikov cumpre o quinto ano de trabalhos for ados em Omsk. O corpo est exausto, mas a mente - sempre sua maior arma e seu maior tormento - n o descansa. S nia continua a atravessar a neve para visit -lo; D nia, em S o Petersburgo, desenterra documentos que sugerem que o assassinato da agiota Aliona Ivanovna foi, em parte, pe a de um jogo maior.
Ent o chega Pavel Ilyich Mertsalov: fil sofo condenado, carism tico, dono de uma teoria t o sedutora quanto perigosa - o sofrimento coletivo como mat ria-prima para a hist ria. Rask lnikov reconhece o abismo para o qual o outro caminha. Reconhece porque j esteve l .
Entre o frio que n o pede licen a e conversas que cortam como machado, o ex-estudante de direito enfrenta a pergunta que o ep logo de Dostoi vski deixou em suspenso: depois do crime e do castigo, o que resta de um homem? O que fazer quando a teoria desaba, a culpa se esgota e as pessoas - irredut veis - continuam existindo independentemente de qualquer sistema?
A Ressurrei o do Culpado uma continua o liter ria corajosa e necess ria de Crime e Castigo. N o oferece reden o f cil nem absolvi o barata. Oferece algo mais raro: a possibilidade incerta, dolorosa e profundamente humana de, enfim, ver o que sempre esteve l .