A curiosidade uma for a amb gua - uma centelha que pode iluminar os caminhos do conhecimento ou incendiar tudo ao redor com consequ ncias irrevers veis. Quando guiada com sabedoria, ela conduz descoberta, inven o, ao avan o. Mas, quando desperdi ada em impulsos imprudentes, pode se tornar a porta de entrada para ru nas profundas. Afinal, como diz o velho ditado: a curiosidade matou o gato - e o pr ximo a morrer pode ser voc .
Foi exatamente isso que aconteceu com Fel cia e Emma, duas irm s ligadas n o apenas por sangue, mas por um destino amarrado por escolhas inconsequentes. Emma, guiada pela sede do desconhecido, despertou algo que jamais deveria ter sido tocado - uma antiga maldi o selada por uma bruxa esquecida pelas eras. E, como puni o por essa curiosidade desmedida, n o foi ela quem pagou o pre o mais alto, mas sim sua irm Fel cia.
Fel cia foi condenada a uma vida onde jamais poderia sentir a plenitude do amor verdadeiro, tampouco desfrutar da simplicidade de uma vida comum. Ela foi marcada, escolhida for a para cumprir uma profecia que jamais desejou: tornar-se o recept culo da vontade da bruxa adormecida, a progenitora da maldi o, e traz -la de volta ao mundo dos vivos. A cada passo que d , Fel cia se v mais distante da menina que um dia sonhou em ser apenas feliz.
For ada a carregar um fardo cruel demais para sua juventude, ela uma mulher adulta com a alma de uma crian a que nunca teve a chance de crescer livre. O destino a empurrou para um caminho tortuoso, repleto de prova es que desafiariam at os mais valentes dos guerreiros. Dor, perda, solid o, desesperan a - tudo isso ela enfrentar com o cora o em peda os, movida apenas por um desejo: quebrar o ciclo e retomar as r deas de sua pr pria hist ria.
Fel cia n o perfeita. Ela erra, teme, chora. Ela como qualquer um de n s - humana, fr gil, mas cheia de uma for a que nasce do sofrimento e da esperan a. Seu nico desejo simples e, ao mesmo tempo, quase inating vel: ser amada. Ter uma vida comum. Sentar-se mesa com uma fam lia que a acolha n o por obriga o, mas por carinho genu no. Proteger aqueles que ama do mal que um dia a engoliu.
Mas, para isso, ela precisar enfrentar o mal frente a frente. Precisar se erguer contra a profecia e contra o pr prio destino, lutando n o apenas contra monstros e maldi es, mas contra a culpa, o medo e a sensa o de que est sozinha no mundo. Cada batalha ser uma ferida. Cada conquista, um sacrif cio. E ainda assim, ela n o desistir .
E essa jornada, ela ser obrigada a entender at onde o amor pode levar uma pessoa.No fim, ela n o ser mais a mesma.
Talvez ningu m sobreviva sendo quem era.
Talvez o amor seja, no final das contas, a mais cruel das maldi es.
Porque quando se ama verdadeiramente, at o imposs vel se torna um caminho aceit vel.
O que o amor n o faz com as pessoas, n o mesmo?.........